16 de outubro de 2012

Como utilizar a découpage na arte decorativa - Parte 3/How to use in decorative art decoupage - Section three


Découpage em latinhas
Mostrei aqui

Olá!

Dando continuidade aos post sobre o uso da découpage na arte decorativa, hoje falarei dos vernizes.

Parte 3 - Vernizes

A finalidade básica do verniz é impermeabilizar e proteger o trabalho finalizado.
Do mesmo modo que as colas, há vários tipos de vernizes no mercado. Nos trabalhos com découpage, em geral usa-se vernizes acrílicos à base de água, podendo ser foscos ou brilhantes. Fosco é o contrário de brilhante; opaco é o contrário de transparente.
A escolha é pessoal, mas há peças que ficam mais bonitas com brilho e outras, sem brilho. Fosco ou brilhante, a função de impermeabilizar é a mesma.

Para arte e artesanato, as marcas dos vernizes disponíveis são praticamente as mesmas das colas, mas há quem prefira o verniz universal, vendido em lojas de materiais para pintura em geral. Não se trata de um verniz específico para artesanato, mas também pode ser utilizado, sem problemas.

O verniz é encontrado em forma líquida ou spray. Eu prefiro o spray, pois não deixa marcas de pincel, que são muito feias e comprometem o acabamento da peça. São mais caros, mas o resultado compensa.
Dependendo do tipo de trabalho, o verniz marítimo é o mais recomendado, por ser mais resistente. Por exemplo, no caso da découpage feita em pedras que ficarão expostas ao tempo. Quanto mais camadas de verniz, mais impermeabilizado fica. Se for aplicar mais de uma camada de verniz, aguarde bem a secagem de cada uma.

Quando se quer muito brilho e uma superfície com aspecto vitrificado, o mais indicado é o uso da laca chinesa. É um verniz sintético de alta densidade. Sua aplicação é mais complicada por ser mais espesso e exige pincel com cerdas de seda, aplicação precisa e bem homogênea. Demora bastante para secar: 72 horas. Fica muito bonito em peças de cerâmica. É ótima para impermeabilizar découpage feita em porcelanas.

Aqui  se pode ter uma boa ideia de como aplicar a laca chinesa e como fica o resultado. Demora um pouquinho para carregar, mas vale a pena conferir.

A découpage em vidro, quando feita com pequenos recortes, dispensa o verniz pois o vidro é um material impermeável por natureza e já tem brilho. Então, o que se faz é aplicar goma laca nos recortes de papel, o que vai garantir a impermeabilização e dar brilho. Nunca fiz isso em guardanapos, somente em papel para découpage. Fica muito bom.

Há ainda o verniz vitral que, como o nome indica, deixa um aspecto vitrificado na peça. Mas não tem nada a ver com a laca chinesa, por ser à base de água e ter baixa resistência. Existe em várias cores.

O verniz craquelê é um verniz com a função de produzir um efeito envelhecido na peça, formando rachaduras na tinta e também no guardanapo que foi aplicado na peça. Já tentei utilizar, mas não fui bem sucedida. Sendo bem feito o resultado é muito bonito e o tamanho do craquelado (rachaduras) depende da quantidade de verniz aplicado: mais verniz, maior o craquelado.
Esse verniz vem em dueto: um frasco com o verniz base e outro com o verniz que irá produzir o craquelê. Aplica-se um e depois o outro, com pincéis diferentes. A aplicação não é simples: deve ser rápida, precisa e somente num sentido, pois o produto seca muito rápido e se aplicar mais de uma vez no mesmo lugar fica empastado e estraga todo o trabalho.

Aqui  tem um PAP muito legal com craquelê.

E para quem não gosta de verniz, uma alternativa que também dá um efeito muito bonito é a cera incolor para artesanato.

Espero que tenham gostado!
No próximo post falarei dos materiais básicos para découpage.
A todos, uma ótima semana!
Beijos da
Ju




15 de outubro de 2012

Dia do Professor (Que tal ser um "professor de espantos"?) / Teacher Day (How about being a "professor of surprises"?)


Hoje é Dia do Professor. Ser professor é uma das profissões mais difíceis e complexas. Arrisco dizer que é uma arte. Das mais sublimes.
Sou professora por formação desde 1984, quando conclui o curso de Licenciatura em História na PUC de Porto Alegre. Em 1990 conclui o Mestrado, nessa mesma área e na mesma Universidade.
Desde que ingressei pela primeira vez na escola - e lá já se vão bons anos -, dezenas de professores passaram por minha vida. A grande maioria fica esquecida ao longo do caminho, mas alguns foram tão especiais e importantes que sua marca permanece. Podemos até esquecer alguns nomes, mas nunca o que nos ensinaram.
Minha primeira professora, que chamava-se Loiva, foi responsável pela minha alfabetização, no então Grupo Escolar Gonçalves Dias, uma escola que ficava próxima à minha casa, lá em Porto Alegre. Devo a ela saber ler e escrever bem, sem falsa modéstia. Ela era uma mulher atenciosa, delicada e muito, muito dedicada. Nos conduzia na aventura do aprender e descobrir com prazer e alegria.
Aliás, sou de uma época em que escola pública era sinônimo de qualidade de ensino. As escolas particulares eram poucas e para elas se dirigiam os estudantes que não atingiam as metas das públicas. Incrível, não é?
A realidade hoje é completamente diferente, salvo raras exceções.
Durante o tempo que lecionei, e isso aconteceu até 2009, também representei uma das muitas professoras que passaram pela vida dos meus alunos e sei que fiz a diferença para alguns. Isso é imensurável. É o que realiza um professor. É ilusão pensar que podemos, como professores, conquistar e influenciar todos os nossos alunos do modo como gostaríamos. Mas não é ilusão o fato de que faz toda a diferença as escolhas que fazemos sobre como exercer a nossa profissão: temos em nossas mãos o poder de construir ou destruir o prazer da criança e do jovem pelo aprendizado, pelo saber, pela descoberta.
O Brasil é um país que possui excelentes educadores, em todas as áreas, mas infelizmente também é um país que despreza a Educação desde o início de sua colonização. As mazelas da educação brasileira têm causas profundamente enraizadas, entranhadas na essência de sua caminhada histórica, o que torna muito difícil promover as mudanças necessárias. É por isso que aqui as escolas e os professores que fazem a diferença não são a regra, mas a exceção, mas felizmente há exemplos lindos de superação de dificuldades e obstáculos que devemos aplaudir, a exemplo do que o Globo Repórter mostrou na reportagem de 12/10.
Vale a pena conferir a história de superação de uma escola municipal do interior do Piauí, que está entre as 10 melhores escolas do país!! O link está aqui (é o 4º vídeo).

Uma das razões pelas quais deixei de ensinar é o fato de não acreditar mais no sistema educacional brasileiro. É uma farsa em muitos sentidos e cheio de contradições e absurdos. A gente acaba se sentindo um "Dom Quixote".
Tive a sorte de, enquanto lecionei, ter sido sempre respeitada pelos meus alunos, mesmo por aqueles que não eram muito simpatizantes com minha forma de ensinar. Não posso dizer o mesmo de muitos colegas de profissão que nos últimos anos vêm amargando situações desprezíveis nas salas de aula com seus alunos. Basta acompanhar aos noticiários.



Inspirar não é tarefa fácil, mas quando esse é o objetivo do professor e quando ele consegue isso, podem ter certeza: é maravilhoso! Como diz Ruben Alves, um dos maiores educadores deste país, é preciso ser "professor de espantos". O que será isso? Confiram esse vídeo e vocês entenderão melhor...

O problema é que vivemos num país em que professores assim ainda são poucos e pior: a formação dos professores raramente inclui o desenvolvimento destas habilidades, que quase sempre ficam apenas na teoria. Por outro lado, o salário que se paga ao professor impede que ele se dedique ao seu próprio aperfeiçoamento da maneira que precisa e deveria. Ser um "professor de espantos" requer muito mais do que vontade própria, mas penso que não seja impossível. Quero acreditar que não!

A vocês, colegas de profissão, que ainda acreditam que as coisas possam melhorar, desejo um feliz dia, desejo que seus sonhos se tornem realidade e que nunca esqueçam  que os professores têm nas mãos o poder da transformação, por mínima que seja. E confesso: sinto falta da sala de aula, dos meus alunos e do prazer de compartilhar o pouco que sei e, mais ainda, de aprender o muito que eles sabem e têm a nos ensinar!
A imagem que trago para finalizar este post é divertida e simboliza o carinho e a travessura de crianças e jovens que merecem ter o melhor de seus professores, pois depois da família, é com o professor que eles irão conviver durante boa parte de suas vidas.
Um grande abraço!
Ju

14 de outubro de 2012

Lindas ideias / Beautiful ideas

Gente, navegando na Net em busca de inspirações encontrei esta sacola lindona...



E esta cestinha de tecido...



Os tutoriais são ótimos e ricos em imagens. Em inglês, mas o velho e bom Google tradutor ajuda!
Vale a pena conferir não apenas estas ideias, mas outras mais que a Ayumi disponibiliza!

Tenham todos um lindo domingão.
Beijos da
Ju

13 de outubro de 2012

Como utilizar a découpage na arte decorativa - Parte 2/How to use in decorative art decoupage - Section two

Découpage em potes de vidro
Olá,
Dando continuidade ao post sobre a utilização da técnica découpage na arte decorativa, hoje vou tratar das colas que se utilizam para aplicar guardanapo, papel ou tecido na superfície escolhida.

Parte 2 - As colas
Existem vários tipos de colas no mercado, para os mais variados fins e a découpage exige colas específicas,  formuladas para garantir a aderência e a resistência necessárias e principalmente um resultado final de qualidade. Atualmente existem várias marcas e preços. A escolha depende de três questões básicas:
- O que se pretende fazer: colar papel, guardanapo ou tecido?
- O objeto ficará exposto ao tempo ou não?
- Recursos disponíveis: quanto estou disposta a investir numa cola importada ou nas nacionais mais caras?

De qualquer modo, o ideal é ter a cola certa na hora em que se vai trabalhar, pois a utilização de materiais inadequados também gera desperdício de dinheiro, pois a durabilidade é menor.
Uma questão importante: se você pretende vender as peças que irá produzir, a preocupação com a qualidade dos materiais deve estar em primeiro lugar, pois não vai querer cliente insatisfeito, não é mesmo?

A consistência das colas disponíveis no mercado também varia: mais fluidas, mais densas, em formato gel e até spray. Ainda não experimentei cola spray, mas dizem que facilita o trabalho.
Algumas colas têm dupla função: colar e dar o acabamento brilhante. Eu não faço uso da segunda função. Prefiro o verniz.

Alguns dos principais fabricantes de colas para découpage:

Mural Color (é a marca que uso)
Acrilex (nunca usei)
True Colors (nunca usei)
Corfix (nunca usei)
Daiara (também gosto, é mais fluida)
Tok e Crie (cola spray, não é base água. Ainda não experimentei)
Gato Preto (nunca usei)

Existe ainda uma cola importada que ainda não usei, a Mod Podge. Segundo os especialistas é a melhor cola para découpage que se pode utilizar. Quando comecei a comprar colas, não encontrei em lugar nenhum e fiquei na vontade. A cola que mais se aproxima da Mod Podge é a produzida pela Mural Color,  encontrada em boas lojas de materiais para arte e artesanato, a exemplo da Casa do Restaurador e da Casa da Arte.
Mais informações sobre a Mod Podge podem ser encontradas aqui

Muitas pessoas utilizam a cola branca de rótulo azul e dizem que funciona bem. Não posso dizer, pois nunca experimentei com guardanapo. Uso a cola branca para colar tecido, feltro, cortiça e papel sobre madeira e prefiro deixar as colas mais caras apenas para os guardanapos.

Uma outra possibilidade é a termolina leitosa. A termolina é na verdade um impermeabilizante para papéis, tecidos e isopor. É muito boa para evitar que os tecidos que utilizamos para apliquè desfiem e também pode ser utilizada para colagens.

E a aplicação da cola? Como se faz?

Regra número 1: a cola deve ser aplicada com pincel de cerdas sintéticas macias e que tenha um tamanho adequado à área que se quer trabalhar; há quem utilize uma esponjinha e vai aplicando a cola por toda a superfície;
Regra número 2: deve-se usar o mínimo possível de cola, desde que toda a superfície fique coberta de forma homogênea, pois excesso de cola produz rugas e falta de cola produz bolhas de ar.
Regra número 3: é recomendável não colocar imediatamente o guardanapo ou o papel sobre a superfície. Aguarde alguns minutos até a cola secar um pouquinho e então assente o papel ou o guardanapo sobre a superfície.
Segredinho: colas com muita água na sua formulação dificultam o trabalho, pois os guardanapos são muito frágeis e o contato com a umidade excessiva faz com que se desmanchem. Por isso, dê preferência a colas de boa qualidade, a melhor que puder comprar.

Hoje é isso. No próximo post falarei sobre os vernizes.
Até!
Beijos da
Ju














12 de outubro de 2012

Feriadão.../Holiday...






Eu também!
Desejo a todos um excelente feriadão!!!
Beijos da
Ju


Imagem: http://www.suasmensagens.net